Mobilização em alta
Passada a comemoração do 1º de maio, acontece em 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, a Conferência Naciona da Classe Trabalhadora, reunindo dezenas de milhares de dirigentes e ativistas sindicais.
Maringoni
Está em curso um período de forte ação dos trabalhadores, que, de forma unitária, têm dado voz a reivindicações históricas do movimento sindical.
No 1º de maio deste ano – comemorado em diversos eventos promovidos pelas centrais sindicais individualmente ou em conjunto –, mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas para clamar pela redução constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Também entrou nesse coro o pleito pelo fim do fator previdenciário e pela valorização da aposentadoria, assim como do salário mínimo de forma permanente.
Terminada a tradicional celebração, as bandeiras não ficarão recolhidas por muito tempo. Em 1º de junho, acontece no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, que reunirá as centrais sindicais e as entidades independentes, a exemplo da CNTU.
Conforme destaca o documento que chama ao evento, trata-se de “iniciativa inédita e histórica que marcará a trajetória do movimento sindical através da afirmação do protagonismo e da unidade dos trabalhadores”. Para o sucesso da iniciativa, serão organizadas caravanas de todos os estados, com gente vinda do campo e das cidades, ativos, aposentados, jovens, homens e mulheres, numa demonstração maciça da diversidade brasileira e da disposição de luta conjunta.
A atividade, que acontece às vésperas das convenções partidárias que definirão os candidatos a presidente e a governadores, pretende contar com dezenas de milhares de dirigentes e ativistas sindicais para debater um projeto nacional de desenvolvimento.
Com isso, a sociedade como um todo, toma nas mãos a responsabilidade de ajudar a traçar os rumos do País e se qualifica a cobrar dos seus dirigentes políticos compromissos com os interesses do povo brasileiro. Os trabalhadores, que deram contribuição inequívoca para que o Brasil atravessasse a crise econômica da forma mais positiva possível, estão mais que aptos a dizer o que querem do próximo governo. Quem tiver sabedoria, saberá ouvir e atender.
Murilo Pinheiro - Presidente
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