Quarta-Feira, 19 de junho de 2013
 
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Manter a unidade pelo desenvolvimento


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Depois de uma longa e inglória batalha para que fosse estabelecido um reajuste para o salário mínimo que repusesse a inflação e garantisse aumento real, a remuneração básica do País ficou mesmo nos R$ 545,00. Após aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado, essa foi confirmada pela presidente Dilma Rousseff com a publicação no Diário Oficial em 28 de fevereiro último. O novo valor, que tem vigência a partir de março, ficou distante dos R$ 580 inicialmente reivindicados pelo movimento sindical e mesmo da segunda proposta dos trabalhadores, de R$ 560,00. Positivamente, fica mantida a política de valorização do mínimo até 2015, obedecendo à regra que leva em conta o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores e a inflação do último período.
Principal política de distribuição de renda ao longo de todo o último governo, os ganhos obtidos com o salário mínimo, além de melhorarem as condições de vida de milhões de trabalhadores, foram essenciais para manter a economia aquecida a partir do fortalecimento do mercado interno. Isso foi inclusive decisivo para que o Brasil fizesse frente à crise financeira que se alastrou pelo mundo a partir do segundo semestre de 2008. Contraditoriamente, agora se penaliza exatamente a ferramenta que ajudou o País a não afundar.
O revés do episódio do salário mínimo deve servir como aprendizado para ação política do movimento sindical, que precisa, acima de tudo, manter a unidade alcançada nos últimos anos. É por esse caminho que novas derrotas serão evitadas e vitórias alcançadas. Acima de tudo, os trabalhadores, que viram sua vida melhorar com a retomada do crescimento, devem estar coesos na luta para garantir que a política de incentivo ao investimento e à produção se mantenha e seja fortalecida.
A intransigência que levou o governo a manter o mínimo num patamar aquém das expectativas pode ser a sinalização preocupante de um avanço dos interesses rentistas sobre os da sociedade brasileira. Cabe a quem almeja o desenvolvimento econômico e social do País bater-se contra essa possibilidade. Já há quem anuncie o risco da inflação e a consequente necessidade de conter o crescimento. É o sonho daqueles que lucram com a especulação financeira e o pesadelo dos que desejam um país próspero, justo e soberano, que garanta condições de vida digna a toda a sua população.
 
Mulher e engenharia
A luta pelo desenvolvimento deve contar também com uma participação mais igualitária entre os gêneros na engenharia, ainda por ser alcançada. Embora tenha se ampliado o número de mulheres na área, também devido ao crescimento econômico, elas continuam minoria. Segundo os dados mais recentes disponíveis no Ministério da Educação, do censo de 2008, as estudantes representam apenas cerca de 25% dos matriculados nos cursos de engenharia. Mais uma transformação necessária à sociedade brasileira.
 
Murilo Celso de Campos Pinheiro - Presidente


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