A Conclat e seus caminhos
As
centrais sindicais - CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central -
lançaram manifesto em que convocam a sociedade a participar da
Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, que vai acontecer em 1º de
junho, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Esta conferência guarda relações históricas com a que aconteceu em 1981 - o 1º Congresso das Classes Trabalhadoras (Conclat), em Praia Grande (SP). Quase três décadas depois, o movimento sindical conseguiu produzir - por meio das centrais - um novo encontro dos trabalhadores.
Naquele histórico encontro de 1981, o movimento sindical se dividiu e de lá saiu a CUT (Central Única dos Trabalhadores). As demais forças que divergiram daquela orientação hegemônica foram construir novos movimentos a partir de suas convicções políticas e matizes ideológicos.
De 1981 a 2008, a CUT atuou quase como única referência de central no País, daí, em grande medida, deriva sua força, aliada à combatividade que imprimiu nas lides sindicais desde então.
Com o advento da Lei 11.648/08, que regulamentou o funcionamento das centrais, inclusive com repasse de recursos oriundos da contribuição sindical, a luta dos trabalhadores brasileiros ganhou nova e robusta dimensão, com as centrais atuando sob forte unidade de ação.
Assim, a nova conferência ganha dimensões históricas, pois foi convocada pelas centrais, unitariamente, que pretendem construir uma agenda, a fim de apresentá-la à sociedade e, consequentemente, aos presidenciáveis.
Esse movimento poderá ter três caminhos ou orientações: 1) de alinhamento automático a uma ou outra candidatura ao Planalto; 2) de indiferença ao processo que ora se desenrola na grande política; e 3) de leitura adequada da conjuntura e demanda histórica que se apresenta para os trabalhadores e suas entidades de classe, tendo as centrais na linha de frente.
Alinhamento automático
A partir dessa unidade, que é o cimento que solidifica e dá consistência ao projeto da conferência, o movimento sindical, sob a coordenação das centrais, tem três caminhos que poderão definir o êxito da iniciativa.
O primeiro seria fazer um encontro da dimensão que se propõem para se alinhar automaticamente a uma das candidaturas ao Planalto.
Essa escolha pode levar o movimento sindical a se deslegitimar diante dos trabalhadores e dos contendores que irão polarizar a batalha de 3 de outubro. Ou seja, traz o risco de enfraquecer o movimento e as centrais.
Indiferença ou omissão
O segundo caminho seria o da omissão com a representação dos trabalhadores ficando alheia à batalha eleitoral. Isso significaria ignorar a luta que será travada para eleger os titulares do Parlamento e o substituto ou substituta de Lula.
Essa omissão, inimaginável, comprometeria as batalhas que o movimento sindical se propõe a desenvolver no futuro. Seria também um erro gravíssimo.
Uma agenda ou programa
O terceiro caminho seria construir uma agenda unitária, com propostas do mundo do trabalho para apresentar à sociedade e aos presidenciáveis, a fim de se credenciar como movimento social que pretende debater os grandes problemas do País.
Essa parece ser a alternativa mais adequada, que legitima e credencia para o grande debate das demandas do mundo do trabalho. Mãos à obra.
Autor: Marcos Verlaine, analista político e assessor parlamentar do Diap
Esta conferência guarda relações históricas com a que aconteceu em 1981 - o 1º Congresso das Classes Trabalhadoras (Conclat), em Praia Grande (SP). Quase três décadas depois, o movimento sindical conseguiu produzir - por meio das centrais - um novo encontro dos trabalhadores.
Naquele histórico encontro de 1981, o movimento sindical se dividiu e de lá saiu a CUT (Central Única dos Trabalhadores). As demais forças que divergiram daquela orientação hegemônica foram construir novos movimentos a partir de suas convicções políticas e matizes ideológicos.
De 1981 a 2008, a CUT atuou quase como única referência de central no País, daí, em grande medida, deriva sua força, aliada à combatividade que imprimiu nas lides sindicais desde então.
Com o advento da Lei 11.648/08, que regulamentou o funcionamento das centrais, inclusive com repasse de recursos oriundos da contribuição sindical, a luta dos trabalhadores brasileiros ganhou nova e robusta dimensão, com as centrais atuando sob forte unidade de ação.
Assim, a nova conferência ganha dimensões históricas, pois foi convocada pelas centrais, unitariamente, que pretendem construir uma agenda, a fim de apresentá-la à sociedade e, consequentemente, aos presidenciáveis.
Esse movimento poderá ter três caminhos ou orientações: 1) de alinhamento automático a uma ou outra candidatura ao Planalto; 2) de indiferença ao processo que ora se desenrola na grande política; e 3) de leitura adequada da conjuntura e demanda histórica que se apresenta para os trabalhadores e suas entidades de classe, tendo as centrais na linha de frente.
Alinhamento automático
A partir dessa unidade, que é o cimento que solidifica e dá consistência ao projeto da conferência, o movimento sindical, sob a coordenação das centrais, tem três caminhos que poderão definir o êxito da iniciativa.
O primeiro seria fazer um encontro da dimensão que se propõem para se alinhar automaticamente a uma das candidaturas ao Planalto.
Essa escolha pode levar o movimento sindical a se deslegitimar diante dos trabalhadores e dos contendores que irão polarizar a batalha de 3 de outubro. Ou seja, traz o risco de enfraquecer o movimento e as centrais.
Indiferença ou omissão
O segundo caminho seria o da omissão com a representação dos trabalhadores ficando alheia à batalha eleitoral. Isso significaria ignorar a luta que será travada para eleger os titulares do Parlamento e o substituto ou substituta de Lula.
Essa omissão, inimaginável, comprometeria as batalhas que o movimento sindical se propõe a desenvolver no futuro. Seria também um erro gravíssimo.
Uma agenda ou programa
O terceiro caminho seria construir uma agenda unitária, com propostas do mundo do trabalho para apresentar à sociedade e aos presidenciáveis, a fim de se credenciar como movimento social que pretende debater os grandes problemas do País.
Essa parece ser a alternativa mais adequada, que legitima e credencia para o grande debate das demandas do mundo do trabalho. Mãos à obra.
Autor: Marcos Verlaine, analista político e assessor parlamentar do Diap
>
25/08/2010 - Os sete nobéis imbecis
Mário Ramos Ribeiro (*)
No Brasil que vai surgir depois das eleições deste ano, vale a pena rever o que disseram sete economistas agraciados com o prêmio Nobel, na esperança uma empurrada de barriga nas medidas de ajuste fiscal. Dei-me o trabalho de, entre espirros e poeiras, localizar uma revista Veja de agosto de 2006. B...>
21/05/2010 - Redução da jornada: um passo à frente
Daniel Almeida
Todos os avanços ocorridos nas legislações trabalhistas ao longo do tempo se deram após muito debate e sob severa oposição dos empregadores. Em nenhum momento da história o trabalhador conquistou vitórias por expensas da classe patronal. Em todos os episódios, quando não foi fruto de lutas inte...>
09/11/2009 - Do serviço público que temos para o que queremos
Allen Habert
O Brasil atingiu a marca de 10 milhões de servidores públicos no âmbito municipal, estadual e federal em 2008. É um marco significativo. Isto representa 12% da População Economicamente Ativa. Os EUA, a Inglaterra, a França, o Canadá, a Itália, a Alemanha, a Suécia, Espanha e Portugal têm um número m...>
09/11/2009 - A classe média frente às desigualdades sociais e tributárias
Ceci Juruá
Segmento estratégico para o nacional-desenvolvimentismo, a classe média acabou virando o “patinho feio” das políticas neoliberais. Esta é a hipótese que pretendo analisar no Seminário “Do Serviço Público que temos para o que queremos: um novo Estado para um Brasil empreendedor”, promovido pela CNTU ...Agenda
12/09 a 12/09
25/09 a 25/09
26/09 a 26/09
Tags
Termos mais buscados
Fique por Dentro
Notícias
09/09/2010
- • Inpe realiza teste em urnas eletrônicas
09/09/2010
- • Fitoterapia popular fitoterápicos: uma grande diferença
09/09/2010
- • Fenam quer contrato entre médicos e planos de saúde


