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10/10/17

Migrações é tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano

Celebra-se o Dia Mundial da Alimentação no dia 16 de outubro. Neste ano, o tema proposto pela FAO é “Mude o futuro da migração. Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural.”

Foto: Twitter FAOFoto: Twitter FAO

Aconteceu na manhã desta terça-feira (10/10), no Salão Branco do Palácio do Buriti, em Brasília, a cerimônia de lançamento do tema para o Dia Mundial da Alimentação, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Durante o evento, Stéphane Rostiaux, Chefe da Missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM Brasil), falou sobre as problemáticas das migrações. O chefe de cozinha, Alex Atala, apresentou o projeto “Fruto: as possibilidades de alimentar o mundo”.

Hoje, devido ao aumento de conflitos e instabilidade política, milhares são forçados a fugir de suas casas e de suas cidades de origem. O volume de pessoas migrando é muito maior do que em qualquer momento desde a Segunda Guerra Mundial. A fome, a pobreza e um aumento de eventos climáticos extremos relacionados às mudanças climáticas são fatores que tornam a jornada dessas pessoas ainad mais difícil.

Segundo a FAO, o organismo multilateral vem trabalhando com governos, agências da ONU, o setor privado, sociedade civil e comunidades locais para gerar evidências sobre padrões de migração e auta para reforçar a capacidade dos países em tratar a migração com políticas de desenvolvimento rural.

Dados da migração mundial

- Em 2015, havia 244 milhões de migrantes internacionais. Um aumento de 40% em relação ao ano 2000.

- O número de pessoas que migram dentro de seus próprios países foi estimado em 763 milhões em 2013, ou seja, havia mais migrantes internos do que internacionais.

- Cerca de um terço de todos os migrantes internacionais tinham entre 15 e 34 anos. Quase metade eram mulheres.

- A maioria dos migrantes, internacionais ou internos, provém do Oriente Médio e Norte da África. Ásia Central. América Latina e Europa Oriental.

- Um quarto dos refugiados vivem em três países: Turquia, Paquistão e Líbano. - Em 2015, mais de 19 milhões de pessoas foram deslocadas internamento devido a desastres naturais. Entre 2008 e 2015, em média, 26,4 milhões de pessoas foram deslocadas anualmente por desastres relacionados ao clima.

Dados da migração no Brasil

- A maior saída do campo para a cidade foi registrada entre as décadas de 1960 e 1980.   - Dados do último censo demográfico do IBGE (2010), mostram que a taxa de migração campo-cidade por ano, no início de 2000, era de 1,31%, caiu para 0,65% em 2010.

- De 1980 a 2010 a população rural passou de 39 milhões de pessoas para 29,8 milhões. Isso representa um deslocamento no período de 9,2 milhões de pessoas. Dos anos 2000 a 2010, a população rural apresentou uma redução de 2 milhões de pessoas. Em 2000 era de 31,8 milhões e em 2010 de 29,8 milhões. (Censo 2010 IBGE).

- Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE mostram que 31 milhões 294 mil pessoas vivem no campo atualmente. Em 2011, 29 milhões 749 mil vivam em áreas rurais.  - 491.645 brasileiros deixaram o país, sendo 226.743 homens e 264.902 mulheres. Os principais destinos foram: Estados Unidos, Portugal e Espanha. (Censo IBGE 2010).

- A Receita Federal também registrou, entre 2014 e 2016, a entrega de mais de 55 mil Declarações de Saída Definitiva do País, um crescimento de 81,61% na comparação com os três anos anteriores. Crise econômica e alta no desemprego são os principais motivos da partida.

- Segundo dados da Polícia Federal, o País abriga 1.847.274 imigrantes regulares. Mais de 117 mil estrangeiros deram entrada no país apenas em 2015, um aumento de 160% em dez anos. Os haitianos estão no topo da lista: foram com 14.535 registrados pela PF. Os bolivianos ocupam o segundo lugar com 8.407, seguidos pelos colombianos (7.653), argentinos (6.147), chineses (5.798), portugueses (4.861) paraguaios (4.841) e norte-americanos (4.747). De maneira geral, os imigrantes que dão entrada no Brasil são jovens, homens e com nível de escolaridade médio ou superior. As regiões Sul e Sudeste são as que mais absorvem trabalhadores imigrantes.

- Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2015), a unidade da federação com o maior percentual de imigrantes, em proporção, é o Distrito Federal. Os estados do Norte e do Centro-Oeste estão no topo do ranking da migração interna.


Comunicação CNTU com informações da FAO

(publicado por Deborah Moreira)





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