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11/06/18

Unidade e mobilização conduzem docentes da rede privada à vitória em SP

Após mobilização nas ruas, escolas particulares assinam acordo coletivo que garante reposição de inflação e manutenção de conquistas.

Foto: Divulgação Sinpro-SPFoto: Divulgação Sinpro-SP

Os professores da rede particular de São Paulo tiveram uma campanha salarial das mais difíceis. Após fortes mobilizações, atos públicos, manifestações e grandes assembleias, os docentes garantiram a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o que preserva por mais um ano todos os direitos vigentes.

Além de manter a Convenção, os professores terão reajuste salarial de 2,14%, retroativo a março (data-base), e participação nos lucros de 15% (PLR). O acordo estabelece que não haverá desconto dos dias parados, mediante reposição das aulas.

O reajuste de 2,14% corresponde à inflação acumulada entre março/2017 e fevereiro/2018, pela média de três indicadores: Índice de Custo de Vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV-Dieese), Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPCFipe) e Índice Nacional de Preços ao consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC-IBGE).

Em contato com a Agência Sindical, a diretora de imprensa do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), Silvia Barbára, destaca: “Após cinco meses de lutas e negociações, conseguimos garantir nossa principal reivindicação, que era manter direitos e benefícios da Convenção Coletiva”.

A dirigente lembra ainda que, além de manter a Convenção, a luta dos docentes colocou em evidência o impacto das novas regras trabalhista nas negociações salariais. Ou seja, estimulados pela mudança na legislação do trabalho, os patrões queriam modificar quase 40% das 64 cláusulas da norma coletiva.

Pleitos
Dentre as principais reivindicações da categoria, estavam manter os 30 dias de recesso remunerado no final do ano (o sindicato patronal queria reduzir para 23 dias) e o número de duas bolsas de estudo para os filhos dos professores. Eles também lutavam contra o fim da garantia semestral de salários (que regula o valor recebido em caso de demissão), fim das férias coletivas e a possibilidade de redução de salários.

A categoria aprovou o acordo na quarta (6), na sede do Sinpro-SP. Assembleias em todo o Estado, na base de representação da Federação da categoria (Fepesp), também estão aprovando o acordo conquistado.

Repórter na Web
Nesta quinta, dia 14, o Repórter Sindical na Web, transmitido pela TV Agência Sindical, vai receber o presidente do Sindicato de São Paulo, Luiz Antonio Barbagli, que falará sobre essa árdua batalha dos docentes.


Mais informações: www.sinprosp.org.br





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