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14/01/20

Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo comemora 85 anos de fundação

Em entrevista ao Conselho Regional da categoria, o presidente do Sindecon-SP, Pedro Afonso Gomes, conta a história da entidade.

 

 

O Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP) completou 85 anos de fundação e atuação no último sábado, 11/1. “O Sindecon-SP criou o primeiro índice de preços privado do Brasil, que hoje é o IPC-FIPE”, conta o presidente da entidade, Pedro Afonso Gomes, em entrevista ao Conselho Regional de Economia (Corecon-SP), sobre a história do sindicato. Confira :

 

Como surgiu a ideia de criar-se um Sindicato de Economistas, 16 anos antes da regulamentação da profissão?

 

Em 1931, o Chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas, criou o curso de Bacharelado em Ciências Econômicas, admitindo como alunos aqueles que tivessem concluído a Escola de Comércio, nas modalidades de Guarda-Livros ou Perito Contador. Em 1932, instalaram-se os primeiros cursos, cuja duração era de três anos, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, sendo o de São Paulo gerido pela Escola de Comércio Alvares Penteado, atual FECAP. No dia 19/11/1934, os concluintes desse curso assinaram um compromisso de que, assim que graduados, eles criariam uma entidade destinada a manter a coesão entre os formados, lutar pela regulamentação da categoria e colaborar com os órgãos públicos e a sociedade, divulgando as competências dos economistas.

 

E como ocorreu a fundação do Sindecon-SP?

 

Esses mesmos alunos, na noite de 11/1/1935, aproveitando que estavam reunidos para discutir as solenidades de colação de grau, resolveram fundar um sindicato de economistas. Como não poderiam utilizar tal denominação sem reconhecimento governamental, deram à nova associação o nome de Ordem dos Economistas de São. Já em 27/5/1935, o Governo do Estado de São Paulo concedeu reconhecimento a essa associação como órgão sindical representativo dos economistas, passando a chamar-se Sindicato Ordem dos Economistas de São Paulo. Em 26/9/1941, dada a nova legislação que se criou, passou a chamar-se Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo.

 

Nesse contexto, como surgiu a atual Ordem dos Economistas do Brasil?

 

Vale notar que essa nossa coirmã, que tantos serviços já prestou à classe e ao Brasil, foi fundada em 11/1/1946, completando agora 73 anos de existência contínua. Isso se deu porque os colegas da época, dadas as restrições na legislação trabalhistas, e que já não existem mais, o Sindicato não poderia dedicar-se à divulgação da Ciência Econômica, e que era necessária a criação de uma nova entidade.

 

As atividades do Sindicato nesses 85 anos: como você as resumiria?

 

Nos primeiros anos, o trabalho dos diretores e associados foi divulgar o que fazia um economista. O Sindicato participava de programas de rádio e até irradiava a Semana do Economista, visando informar que o economista não era um contador ou um administrador, mas que seu trabalho era essencial nos campos privado e público, para o desenvolvimento da nação. Entendemos que a instituição do salário mínimo era essencial para preservar a dignidade do trabalhador, o Sindecon-SP criou o primeiro índice de preços privado do Brasil, que hoje é o IPC-FIPE, distribuindo cadernetas a 2 mil lixeiros e acompanhando a evolução do custo de vida daqueles cuja remuneração era a menor dentre todos os assalariados. Durante a segunda guerra, o Sindicato engajou-se no movimento pela criação da Companhia Siderúrgica Nacional, e fez o mesmo na década de 1950, com a campanha “o petróleo é nosso”. Daí por diante, como instituição ou por membros do seu quadro associativo, o nosso Sindicato sempre esteve presente no setor público e no setor privado, tanto no mercado financeiro, como na agricultura, na indústria, no comércio, nos serviços, no terceiro setor. Levantamento feito há alguns anos indica que são ou foram sócios do Sindecon-SP 23 três colegas que foram Ministros de Estado, um Governador – Laudo Natel, que ainda nos honra com a sua filiação, aos 99 anos de idade –, vários Secretários de Estado e Prefeitos, um deles, Miguel Colasuonno, tendo sido Presidente da entidade por dois triênios.

 

E a relação do Sindecon-SP com o Corecon-SP?

 

Não se é do conhecimento geral, mas entre a criação do Corecon-SP, em 1953, e 1978, todos os conselheiros eram indicados pela diretoria do Sindecon-SP, posto que a lei assim determinava. Apenas há 41 anos a eleição passou a ser direta. O Corecon-SP só existe porque a nossa profissão foi regulamentada. A luta e os bastidores para que o fosse merecem o espaço de uma nova entrevista. Certo é que, em 30/05/1953, ocorria a primeira sessão plenária do conselho, O Presidente então eleito, Ubirajara Dib Zogaib, tinha sido presidente do sindicato, entre 1946 e 1950. De lá para cá, sempre houve muita colaboração entre o Corecon-SP – que representa o governo, por ser autarquia federal, responsável pelo registro e fiscalização profissionais – e o Sindecon-SP – que representa os economistas, no âmbito profissional, e dá amparo assistencial a eles e às suas famílias.

 

Sobre o presente e o futuro do Sindecon-SP, o que você poderia dizer?

 

As entidades sindicais tiveram suas atividades substancialmente atingidas a partir da Reforma Trabalhista de 2017. As que souberam adaptar-se, como é o caso do Sindecon, tendem a sobreviver, não sem dificuldades, mas dentro das restrições que a crise nos coloca. Desde 2014, temos fortalecido o lado assistencial da entidade, para amparar os economistas e suas famílias. Hoje temos mais de 400 convênios, cujos benefícios são extensíveis aos pais, avós, filhos, netos, irmãos e cônjuge dos economistas, sem limite de idade. Isso, se não proporciona renda, ajuda a dispender menos com saúde, educação, lazer e diversas outras necessidades. Por outro lado, para permitir maior renda, já há 29 anos – portanto, mais de dois terços de sua existência – o sindicato oferece cursos de atualização e complementação, que são voltados a tarefas práticas e campos de trabalho em expansão. Todos os cursos são distinguidos por excelente avaliação, inclusive por entidades de não economistas, e o investimento exigido é muito inferior àquele que é exigido no mercado. Quanto ao futuro, entendo que os próximos associados e dirigentes saberão, como o fizeram nossos antecessores, nestes 85 anos, conduzir com sabedoria e eficiência os destinos da entidade, sonhada por 24 bacharéis recém-graduados, em 1935, e levado adiante por quase 25 mil colegas que se seguiram no quadro associativo.

 

 

 

Fonte: Corecon-SP. Texto originalmente publicado em 9/1/2020.

 

 

 

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