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27/04/20

Presidente da Fenafar expõe riscos eminentes da Pandemia do Coronavírus no País

“Temos de um lado quem dá valor a via e do outro quem não dá”, diz Ronald Ferreira dos Santos.  

Reprodução Blog do MiroReprodução Blog do Miro

Em entrevista ao Blog do Miro, durante live exibida no canal do Youtube, o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald Ferreira dos Santos, lamentou o aumento de casos confirmados de coronavírus no Brasil e também o do número de mortes.  Na  quarta-feira (22/4), o País registrou 407 ótbitos. Nas últimas 24 horas foram 189. Ele alertou que, caso as informações científicas que já existem continuem sendo ignoradas, o número de contaminados, e mortos, vai continuar aumentado.

 “Gostaria de poder dar notícias boas. Mas o que a ciência tem mostrado, com base na experiência do planeta, isso é sinal do quanto o compromisso com a vida precisa ser o centro dos diálogos da sociedade brasileira. O mundo inteiro está dizendo que o Brasil está tendo uma atitude genocida”, lamentou.

Santos lembrou que o Ministério da Saúde vem anunciando, desde o início da orientação de isolamento social, em meados de março, de que o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá colapsar entre final de abril e início de
maio. E é o que a curva com crescimento exponencial do País vem comprovando.

“O que choca é a incapacidade de ver o óbvio: que o vírus não respeita fronteiras. Temos um governador aqui em Santa Catarina, dizendo que cada município vai criar seu critério de combate ao vírus, num processo que o diálogo que é essencial”, completou Santos.

Ao ser questionado sobre se seria possível o País poderia chegar aos números dos Estados Unidos, que chegaram a registrar 2.700 mortes ao dia, Ronald dos Santos foi categórico: “Infelizmente é uma possibilidade, se não respeitarmos a ciência, o que já se conhece. Tem muito a se conhecer de tratamento, de vacina. Mas se já há elementos para se fazer intervenção, como o distanciamento social, a testagem em massa, viabilizar mais equipamentos de proteção aos trabalhadores da linha de frente, porquê não fazer”.

SUS
O presidente da Fenafar lembrou que o País tem uma vantagem sobre os Estados Unidos e outros países europeus que foram fortemente afetados pela pandemia, que possuir o  Sistema Único de Saúde (SUS) estruturado de forma tripartite, com município em diálogo com Estado e com a União. Mas, ele lembra que antes a pandemia, o sistema já estava sobrecarregado e que é preciso ampliar seu funcionamento.
Santos salientou, no entanto, que um dos componentes da cultura brasileira poderá servir como aliado no combate ao coronavírus: a solidariedade.

“A cultura do brasileiro é a da solidariedade. O povo latino-americano é solidário. Essa formação cultural talvez possa ser um dos elementos que neste momento precisaremos.

Estamos dirigindo em um nevoeiro, sem conhecer a estrada. Ou seja, quanto mais se distancia sobre o que já se conhece, maior a irresponsabilidade”, continuou.

Santos, que foi presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e possui experiência aprofundada na área, fez questão de ressaltar esses conhecimentos já adquiridos na prevenção, e a importância de segui-los, como o isolamento social para o achatamento da curva de crescimento de novos casos, principalmente “porque o sistema de saúde brasileiro por mais estruturado que seja, ele tem uma série de problemas, como a concentração de leitos em grandes centros, urbanos, a concentração da média e alta complexidade [em determinadas regiões]”.

Se a curva for achatada, o SUS e a rede particular de saúde não entrará em colapso, bem como os serviços funerários e cemitérios. Para que isso ocorra, o farmacêutico lemra que é preciso uma coordenação de todas as ações, feita em âmbito de Estado, incluindo a criação de um cadastro único de leitos de hospitais e UTIs e a inclusão dos farmacêuticos das mais de 80 mil farmácias em todo o Brasil: “Para que o farmacêutico possa cumprir esse papel, ele precisa também estar coordenado e subordinado com as demais ações de saúde pública, caso contrário, vai ser pura demagogia. Só haverá a mercantilização das relações nesta calamidade pública”.

Assista a entrevista neste link





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