Problema da saúde não é só falta de médicos, diz relator

Em pronunciamento no Plenário, o parlamentar advertiu que o problema da saúde pública brasileira não se resume à carência de profissionais, mas abrange falta de infraestrutura e de recursos técnicos.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), relator-revisor da Medida Provisória (MP) 621/13, que cria o programa Mais Médicos do governo federal, acredita num amplo entendimento para a votação da matéria na próxima terça-feira (1º).

Em pronunciamento no Plenário, o parlamentar advertiu que o problema da saúde pública brasileira não se resume à carência de profissionais, mas abrange falta de infraestrutura e de recursos técnicos. Por isso, na opinião dele, a MP não pode tratar apenas de questões emergenciais e deve incluir questões permanentes em relação à saúde.

O senador informou já ter apresentado sugestões, que foram acatadas pelo relator, deputado Rogério Carvalho. Entre elas, a maior exigência para autorização, reconhecimento e renovação de cursos superiores de medicina.

– Duplicar as vagas em universidades, por exemplo, implica mais professores, mais recursos, mais laboratórios. Vamos ter mais médicos menos capazes? – indagou.

Mozarildo negou sentimento de xenofobia em relação aos profissionais estrangeiros e defendeu a melhor formação dos que estudam e trabalham no Brasil.

– Vamos aceitar a situação de emergência, mas vamos trabalhar na formação dos médicos brasileiros. Não tenho xenofobia. Pelo contrário, a interiorização da medicina em Roraima se deu por convênio do governo do estado e o de Cuba. O curso de medicina de Roraima também começou com professores cubanos – disse.

Em aparte, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) disse não ver problema no trabalho de médicos de outros países, desde que os profissionais brasileiros tenham preferência. (Agência Senado)

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