Contra o crack, mesmo contra a vontade

Município do Rio decide internar e tratar adolescentes viciados detidos nas operações contra as cracolândias

As crianças e os adolescentes apreendidos em ações contra as cracolândias (locais onde se reúnem viciados em crack) na capital fluminense serão internados para tratamento médico, mesmo contra a vontade deles ou de seus parentes. Regulamentação com esse objetivo foi publicada no Diário Oficial do Município, edição de segunda-feira (30). Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, os jovens só receberão alta médica depois de livres do vício.

A ação conjunta entre o Poder Judiciário fluminense, o Ministério Público Estadual e a prefeitura do Rio visa a diminuir o número de crianças e adolescentes viciados em crack ou outras substâncias químicas . A maioria vive nas ruas.

O secretário de Assistência Social do município, Rodrigo Bethlem, disse que os jovens terão todo o apoio de profissionais especia lizados no tratamento de dependente químico.“Essa decisão é tomada por equipes multidisciplinares. Nós temos assistentes sociais, pedagogos, clínicos gerais, psicólogos. Eles serão os responsáveis por tomarem a decisão de se cabe ou não uma internação compulsória”, disse.

A juíza titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro, Ivone Caetano, afirmou que a principal intenção dessa medida é a preservação da vida dos jovens dependentes. “Na verdade, quando se toma uma atitude dessa, nós estamos preservando exatamente o direito que é ilimitado, que é o da vida. Uma vida digna. Nós não podemos concordar em ver nossas futuras gerações serem exterminadas agora”, disse.

Da Agência Brasil

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