Economistas, lixeiros e a origem do Índice de Preços ao Consumidor

Há 79 anos, o Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP) criou o primeio índice de preços privado. O que essa imagem histórica tem a ver com essa informação? Descubra.

Foto: Arquivo Sindecon-SP 

Essa foto, de 1938, mostra um caminhão da coleta de lixo paulistana, na Rua do Seminario, e tem a ver com a história do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo. Naquele ano a diretoria da entidade sindical começou a distribuir 2 mil cadernetas de consumo aos lixeiros de São Paulo.

É muito provável que os três da foto as tenham recebido. O objetivo da caderneta era calcular o aumento do custo de vida na capital, em especial da categoria profissional com a pior remuneração.

Assim, foi criado o primeiro índice de preços privado, que subsiste até hoje, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Ademais, os dados coletados subsidiaram a luta do sindicato pela instituição do salário minino, o que ocorreu dois anos depois.

Fipe
Oficilamente, o índice começou a ser calculado em janeiro de 1939 pela Divisão de Estatística e Documentação da Prefeitura do Município de São Paulo. Em 1968, a responsabilidade do cálculo foi transferida para o Instituto de Pesquisas Econômicas, vinculado ao Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e, posteriormente em 1973, para a fundação (Fipe). O IPC estima as variações do custo de vida das famílias com renda familiar entre 1 e 10 salários mínimos.

Comunicação CNTU
Com informações do Sindecon-SP

(publicado por Deborah Moreira)

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