Barganha política no Ministério do Trabalho

Atuante da área trabalhista, Hélio Gherardi lamenta o triste espetáculo em que se transformou a nomeação de um novo titular ao Ministério do Trabalho, referindo-se ao vai e vem em que se transformou a posse de Cristiane Brasil, deputada federal e filha do presidente do PTB, Roberto Jefferson.

O advogado Hélio Gherardi, especialista na área do Direito Coletivo do Trabalho e Direito Sindical, avalia que o impasse acerca da nomeação de um novo titular amplia o desgaste e deixa o Ministério do Trabalho acéfalo. “Após 44 anos de atividade na advocacia trabalhista, nunca vi coisa igual”, afirma o jurista, que integra o corpo técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e tem atuação junto aos ministérios do Trabalho e da Justiça na área administrativa e em primeira e segunda instâncias e nos tribunais superiores, em Brasília.

Gherardi culpa a crise pelo loteamento de cargos, gerado pela “ingerência política em um ministério que deveria ser técnico”. “O ministério se encontra acéfalo, parado, quando deveria estar a pleno vapor, principalmente nesse momento inicial da vigência das novas regras trabalhistas, quando as dúvidas sobre sua aplicação geram enormes incertezas”, critica.

O advogado lamenta que a indicação ao ministério, cujas funções têm impactos diretos na vida dos trabalhadores e nas entidades de classe, seja transformada em batalha política em torno de interesses espúrios. Ele avalia: “O problema é que o governo Temer precisa dos votos do partido autor da indicação, que está cobrando alto para apoiar reformas prejudiciais à classe trabalhadora.”

 

Comunicação CNTU
Da Agência Sindical

 

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