CNTU vai a Tunes para debater democracia

No país da Primavera Árabe, e na sequência do encontro mundial da Rio+20, a CNTU da continuidade à sua partiipação nos debates da sociedade civil internacional, em atividade conjunta com a Fenafar sobre as pol

A Tunísia abre um cenário excepcional para debater a construção de uma sociedade mais justa, tema que mobiliza organizações do mundo inteiro que participarão do Fórum Social Mundial, de 26 a 30 de Março, na Universidade d´El Manar, na capital do país, Tunes. Entre essas organizações estará presente a CNTU, participando de atividade organizada pela Fenafar, sobre A luta pela Paz: As Políticas Sociais Inclusivas e o Papel da Ciência e Tecnologia na Soberania dos Povos.

As delegações brasileiras e outras internacionais que estiveram no Brasil em junho de 2012, chegam a Tunísia ainda sob inspiração dos temas da sustentabilidade debatidos durante a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental e a Conferência do Meio Ambiente da ONU que, juntas, compuseram o diversificado leque de debates e controvérsias sobre as escolhas para o futuro do planeta que marcaram a Rio+20. A CNTU participou ativamente desse processo, realizando um grande seminário prévio, com as federações que a integram e representantes da sociedade civil. O FSM em Tunis será uma continuação do trabalho da CNTU para incluir suas propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável nos processos internacionais de debate.

Outro aspecto do FSM, e o mais relevante para o ambiente do FSM 2013, é que esta edição se dará em um país que derrubou uma ditadura, mal iniciou sua revolução por democracia e luta para concretiza-la. Recentemente, acontecimentos traumáticos como o assassinato de um líder de oposição, Chokri Belaid, levou milhões de pessoas às ruas, revelando que o povo da Tunísia não está mais disposto a tolerar a violência como via de solução para os seus confitos.

O presidente da CNTU será um dos palestrantes da atividade proposta para trocar experiências com os países presentes sobre o tema da paz, as poíticas públicas e a promoção da ciência e tecnologia, reconhecendo sua pluralidade histórica e cultural. O tema é caro ao povo tunisiano, cujos trabalhadores e profissionais  liberais integram o conjunto de “diplomados” que vem organizando seguidos protestos e até greves de fome por políticas mais imediatas para combater o desemprego e assegurar dignidade. Além disso, a Tunísia tem uma longa história relacionada à exploração das minas de fosfato, uma riqueza do país, e de onde vieram as primeiras manifestações abertas contra a ditaduras, dois anos antes da primavera árabe, com uma sangrenta repressâo aos mineiros da cidade de Gafsa, que a população tunisiana e o movimento sindical do país jamais esqueceram.

Estas são as propostas que levam a CNTU a Tunes e que descrevem a atividade conjunta com a Fenafar: fortalecer os trabalhadores e os movimentos sociais no Brasil e no mundo para fazer a luta pela mundial; fortalecer a democracia através do movimento popular de esquerda e avançar em direção a sociedade socialista; fortalecer a unidade dos trabalhadores junto ao movimento social para impedir retrocessos; ampliar as conquistas e aprofundar as mudanças. Pensar estratégias de fortalecimento da luta pela paz; democratizar o conhecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação em consonância com os Objetivos do Milênio estabelecidos pela UNESCO, em busca da melhoria da qualidade de vida dos povos.

 

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