Hoje, na sede do Sindicato Médico do RS (SIMERS), as 19 horas, médicos se reúnem para definir as ações de mobilização contra os abusos praticados pelas operadoras de saúde suplementar. Movimento
Com o slogan “Basta aos Abusos dos Planos de Saúde, Médicos exigem assistência de qualidade para os pacientes e valorização da Medicina”, a Comsu está orientando as comissões estaduais a promoverem atos públicos (assembleias, caminhadas e concentrações) no dia 10 de outubro, para marcar o início da mobilização de quinze dias. A partir daí, as ações serão definidas pelas assembleias estaduais. A sugestão da Comsu é que a categoria suspenda consultas e outros procedimentos por meio de guias dos planos de saúde. Os pacientes serão previamente avisados e os procedimentos reagendados. Os casos de urgência e emergência não serão prejudicados.
No Rio Grande do Sul, a CEHM-RS realizou uma pesquisa com os médicos credenciados com os planos de saúde para medir o grau de satisfação dos profissionais com as operadoras. Do total de médicos participantes (1.201), 54,9% responderam que entre 76% e 100% dos pacientes atendidos nos consultórios são usuários de planos de saúde. A maioria avaliou que a relação com as operadoras é regular (36,2%) e 26,1% dos profissionais classificaram a convivência como ruim. Os médicos (42%) sugerem o descredenciamento das operadoras com pior nível de relacionamento.
A CEHM reivindica as operadoras a pauta de negociação aprovada em assembleia pelos médicos: a adoção pelas empresas da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) e o reajuste no valor da consulta para R$ 80,00. A média do valor da consulta pago atualmente pelos planos está em torno de R$ 40,00.
A inclusão da CBHPM como referência para o processo de hierarquização a ser instituído por Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é uma reivindicação nacional da categoria. A partir de então, o percentual de reajuste será o mesmo para as consultas e todos os procedimentos, sem distorções na valoração.
Conheça as bandeiras do Movimento Nacional:
Reajuste dos honorários de consultas e outros procedimentos, tendo como referência a CBHPM;
2. Inserção, nos contratos, de critério de reajuste, com índices definidos e periodicidade, por meio de negociação coletiva;
Inserção, nos contratos, de critério de descredenciamento;
Resposta da ANS, por meio de normativa, à proposta de contratualização, encaminhada pelas entidades médicas;
Fim da intervenção antiética na autonomia da relação médico-paciente.
Fonte : Taciana Giesel
Uma iniciativa da CNTU em prol do desenvolvimento nacional e do bem-estar da população.