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12/08/15

CNTU participa da Marcha das Margaridas

Agricultoras marcharam em Brasília na quarta-feira (12/8). Gilda Almeida, vice-presidente da CNTU, participa do ato que reuniu milhares por autonomia, justiça, democracia, igualdade e liberdade.

Ao som de aquarela do Brasil, mulheres do campo, da floresta e da cidade, participaram do ato de encerramento da 5ª Marcha das Margaridas 2015, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

A presidente iniciou sua fala destacando a decisão das mulheres em lutar por democracia, contra a violência e por dignidade. Em seguida elencou as respostas do governo à pauta de reivindicações entregue pelas Margaridas, com destaque para: efetivação das patrulhas rurais Maria da Penha também na área rural; ampliação dos serviços especializados de enfrentamento a violência contra as mulheres, onde fez menção a construção de pacto federativo; 1200 creches no campo para o meio rural; assinatura do Decreto do Crédito Fundiário; 100 mil cisternas para alimentar os quintais produtivos; 109 Unidades odontológicas para campo, sendo 7 para as comunidades indígenas; capacitação de mais 200 parteiras e distribuição de kits com roupa especial para atendimento pós parto.

Analu Faria da Marcha Mundial de Mulheres, que falou em nome da Coordenação Nacional de Mulheres da Marcha, aproveitou para denunciar o machismo e conservadorismo. “Muitas vezes  e não poucas temos visto explicitamente as ações machistas em vários lugares. Precisamos combater, precisamos dizer não! Ações conservadoras que estão nítidas no nosso próprio Congresso Nacional”, destacou Faria.

Passeata
A caminhada promovida pela marcha iniciou por volta das 8h30, de quarta-feira (12/8), pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Por volta das 10h30, milhares de mulheres do campo se concentravam em frente ao Congresso Nacional e por diversos momentos se viravam de costas em repúdio aos parlamentares que não colocam em votação os projetos que visam a reforma agrária e a reforma política. A mobilização das trabalhadoras rurais saiu do Estádio Nacional Mané Garrincha e percorreu cerca de 5 quilômetros. De acordo com Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que é a entidade organizadora do evento, 70 mil pessoas participam da marcha.

 

A realização da atividade tem o apoio das centrais sindicais, como CTB, CUT, além de sindicatos, federações e diversos movimentos sociais.

A CNTU também está presente, representada por sua vice-presidente, Gilda Almeida Souza, que também integra a direção nacional da CTB. "Marcha das Margaridas com os companheiros em Brasília. Vamos a luta", exclamou Souza nas redes sociais, durante a marcha.

Abertura da 5ª Marcha das Margaridas

A Marcha teve início na noite de terça-feira (11), no Estádio Nacional Mané Garrinha em Brasília-DF. Uma abertura que seguiu ao ritmo dos vários gritos de mulheres do campo, da floresta e das águas, que mostraram que os ideais de Margarida Alves continuam vivos mesmo depois dos 33 anos de seu brutal assassinato.

“Seguiremos na construção de luta das mulheres... A Marcha é um referencial de mudança dos rumos, de conquista de politicas públicas para nosso país”, ressaltou a coordenadora geral da Marcha e secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas.

E seguiu pontuando. “De peito aberto independente do governo que aí estiver sempre diremos as políticas que esperamos. São muitas as conquistas. Se a gente listar, temos muito a comemorar, como exemplo cito o programa de documentação para trabalhadora rural”, destacou Alessandra, fazendo referência de que a Marcha não é um evento estático, mas um processo que segue continuamente.

Já Claudia Castro, que falou em nome da delegação Internacional abriu uma reflexão do referencial que a Marcha é para o mundo. “Estamos apoiando a Marcha das Margaridas no Brasil. A Marcha é uma luta conjunta em nível de Brasil, assim como na América Latina.”

Emocionada, Castro aproveitou para entregar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez questão de prestigiar a abertura, junto a vários ministros, entre outros representantes do Governo Federal, várias demandas das mulheres campesinas.

O Caminho das Margaridas

Neste ano, a 5ª edição da Marcha das Margaridas tem como tema "Margaridas seguem em marcha pelo desenvolvimento sustentável com democracia, justiça autonomia, liberdade e igualdade". Além de reivindicações históricas como agilidade na reforma agrária e igualdade de direitos, as manifestantes também pedem reforma política e a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acusado de envolvimento no desvio de verba da Petrobras, de acordo com investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. "Marcha mulherada! Sua bandeira na mão empunha. Viemos de todo canto, botar pra fora Eduardo Cunha", entoam as mulheres.

 

Gilda Almeida, vice da CNTU, na Marcha das Margaridas, em Brasília


Além das trabalhadoras rurais, a marcha também tem participação de centrais sindicais e outros movimentos sociais. Elas foram homenageadas em sessão solene no Senado, às 11h.


Com informações da Agência Brasil e Contag




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