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Mais C, T & I na Amazônia

29012014-031923-brasilinteligentemaisamazoniaMais ciência, tecnologia e inovação na Amazônia

Nova economia amazônica com base na sociobiodiversidade, novos materiais e recursos energéticos, superando a economia predatória e excludente.

 

 

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Objetivo

Sob a ótica de agregar tais conhecimentos aos saberes tradicionais da região, a CNTU desenvolve a partir deste ano a campanha "Mais ciência, tecnologia e inovação na Amazônia". O objetivo é colaborar para uma nova economia local, de alta capacidade criativa, utilizando-se da sociobiodiversidade, com ênfase em novos materiais e recursos energéticos. Essa deverá ser capaz de gerar progressivamente empreendimentos, trabalho de qualidade e produtos com alto valor agregado, voltados aos mercados interno e externo.

Sem considerar a região, não há projeto de desenvolvimento brasileiro. Instituída em 1953, a Amazônia Legal corresponde a 61% do ter­ritório nacional, compreendendo 5,2 milhões de km², com 23 milhões de habitantes, abrangendo os estados do Pará, Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e oeste do Maranhão. O bioma amazônico em si alcança 4,1 milhões de km² e abrange uma população de 13 milhões de pessoas. A região tem a maior bacia de água doce e a maior biodiversidade do planeta, contando com áreas de florestas tropicais equivalentes a 1/3 do total do globo, mais de 200 espécies distintas de árvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 espécies de pássaros e mais de 300 mamíferos diferentes. A floresta é a maior fonte natural no mundo para produtos farmacêuticos e bioquímicos, e certamente para muitos outros, como alimentos para o homem, forragem para os animais, materiais de construção, adubos verdes, biocombustíveis, matérias-primas industriais, fibras, plásticos etc.. O modelo baseado na extração predatória dos recursos florestais, seguida pela substituição da floresta por extensas áreas de pastagem ou agricultura, mostrou-se inapropriado para a região. A ocupação da Amazônia se fez em surtos devastadores ligados à valorização momentânea de produtos nos mercados nacional e internacional, seguidos de longos períodos de estagnação. Os custos ambientais des­se processo, com seus quase 600 mil km2 de ecossistemas naturais modificados, superam em muito os limitados benefícios sociais gerados por tais atividades. A perda de biodiversidade é a principal consequência do desflorestamento em grande escala na Amazônia, ameaçando milhares de espécies da sua fauna e flora.

Um novo modelo econômico passa por maior atenção do governo federal à região, refletida na aplicação de recursos e em novas formulações que, progressivamente, rompam com o conservadorismo em relação à Amazônia. Além da União, outros entes federativos também têm contribuição a dar. Quase todos os estados locais contam com fundações de amparo à pesquisa. Precisa haver crescente comprometimento de seus governos com as atividades de ciência, tecnologia e inovação. Tais iniciativas devem ser reforçadas e animadas, e os recursos e projetos não devem se ater à pesquisa e desenvolvimento em atividades tradicionais. É mister uma ampliação da consciência e ação corajosa dos poderes públicos e sociedades em prol do desenvolvimento dessa nova economia amazônica capaz de introduzir paradigmas diferenciados de produção para o mundo.

A mudança não é simples, mas é fundamental refletir, por exemplo, sobre a transformação progressiva da Zona Franca de Manaus, conjugando projetos de desenvolvimento de eletroeletrônicos com mais valor agregado, em que recursos e conhecimentos locais sejam os principais insumos. Esse é o futuro da Amazônia a ser construído desde já.

Mais doutores
De acordo com dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), os nove estados que compõem a região possuem 140 cursos de mestrado acadêmico, 39 de doutorado e seis de mestrado profissionalizante. Significa que 61% do território brasileiro, que contam com 10% da população e respondem por 8% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, reúnem menos de 5% dos cursos de pós-graduação existentes no País. Do total, 50% dos de doutorado concentram-se na UFPA (Universidade Federal do Pará). Apesar de insuficientes e aquém das metas traçadas pelas políticas públicas, vale ressalvar que esses números expressam significativas melhorias realizadas nos últimos anos.

É urgente, todavia, dobrar o número de doutores na Amazônia na próxima década. Em 2007, encontravam-se 2.800, e as estimativas apontam para algo em torno de 3.200 atualmente. É preciso atrair e fixar especialistas na região, mas sobretudo garantir tal formação a quem vive e está comprometido com ela. Como as instituições locais não possuem condições de implementar as vagas necessárias para atingir essa meta, um dos instrumentos importantes é a cooperação com as melhores universidades brasileiras, sendo fundamental o aumento de bolsas de pós-graduação em geral e, em particular, para programas de doutorado interinstitucionais, como o mantido pela Capes. Quanto à criação de universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento na Amazônia, tarefa que exige mobilizar esforços dos governos federal e estaduais, o foco em novos materiais e energia é estratégico. Ambas as áreas são de grande potencial para atender as necessidades da civilização da biomassa.

A Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia pensada, por sua vez, deve ser conectada por eficientes infraestruturas de informação e comunicação. Há projetos do gênero na região em diversas fases de maturidade e graus de funcionamento. Todos devem receber aportes e reforços para sua consolidação e se conectar entre si, ser abertos à interação com a comunidade e os setores produtivos da nova economia amazônica. Há, além disso, muito o que fazer para formar profissionais nos ensinos superior e técnico, criar forte cultura empreendedora e implantar novos negócios, bem como valorizar a cultura local, em várias áreas.

Objetivos e metas da campanha

Geral
- Nos próximos dez anos, construir as bases para implantar nova economia amazônica, intensiva em conhecimento científico e saberes populares com ênfase em recursos florestais e da biodiversidade (pesquisa e desenvolvimento de novos materiais); recursos energéticos (energia solar, agroenergia e energia de terceira geração).

Cenário Atual

Parciais
- Dobrar o número de doutores na região, na próxima década;
- nos próximos dez anos, criação ao menos de duas universidades e dois institutos de pesquisa e desenvolvimento de padrão internacional, focados em recursos florestais e biodiversidade (novos materiais) e recursos energéticos;
- criar a Rede de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia, conectada por eficiente infraestrutura de internet, reunindo as redes já existentes e outras a serem instituídas, conectando universidades, institutos de pesquisa e empresas.

Recomendações

  • Criar e acreditar em novo paradigma para a economia amazônica, assentada no desenvolvimento científico, tecnológico e inovacional aplicado à sociobiodiversidade;
  • ter políticas continuadas, articuladas, atualizadas e concertadas entre os diferentes ministérios, governos estaduais, universidades, empresas e sociedade civil;
  • ampliar e fortalecer o sistema de C&T&I da Amazônia para o desenvolvimento de tecnologias e inovações voltadas à melhoria das condições socioambientais e econômicas da região;
  • criar ao menos duas universidades de padrão internacional e dois institutos de pesquisa focados em recursos da floresta e biodiversidade e recursos energéticos;
  • criar novas universidades na Amazônia tendo em conta o desenvolvimento equivalente das diversas partes do território;
  • expandir a pós-graduação na Amazônia como um dos eixos centrais da política de ciência, tecnologia e inovação da região;
  • dobrar em curto prazo o número de bolsas de pós-graduação na região;
  • fortalecer os programas de doutorado, como o mantido pela Capes, mobilizando as melhores universidades do País nesse esforço de dobrar o número de doutores na Amazônia;
  • dedicar para a comunicação acadêmica e tecnológica um canal no satélite de telecomunicações para a Amazônia;
  • interligar à internet em rede de alta velocidade as instituições de educação, ciência, tecnologia e inovação da Amazônia. 


 





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