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24/10/15

Comunicação é central na estratégia de ação do sindicato

O jornalista João Franzin afirma importância do fluxo de informação e da divulgação das ações na luta dos trabalhadores. Discussão integrou a programação do III Curso de Formação Sindical da CNTU.

Foto: Gilda Almeida de SouzaFoto: Gilda Almeida de Souza

Encerrando a programação do III Curso de Formação Sindical da CNTU, realizado em Maceió/AL, nos dias 15 e 16 de outubro, o jornalista e escritor João Franzin falou sobre a comunicação dos trabalhadores.

Diretor da Agência Sindical, ele apontou a necessidade de se tratar o tema como estratégico para a ação política das entidades. “É uma necessidade, tem que ser sistemática, não pode ser um evento”, enfatizou.  Frazin ressaltou, portanto, a importância de haver um fluxo de informação, primeiramente entre os dirigentes, depois com a base e a sociedade. Para que se dê conta dessa prioridade o jornalista lembrou a facilidade existente hoje graças à tecnologia da informação. “Não tem desculpa, é tudo rápido, barato e fácil.”


No entanto, ele também apontou a necessidade de as entidades investirem na profissionalização da sua comunicação para garantir critérios (confira a íntegra abaixo) como regularidade, qualidade na forma e no conteúdo e agilidade. “Devezenquandário não tem credibilidade”, afirmou.


Além de assegurar que as iniciativas, ideias e propostas das entidades sejam devidamente divulgadas, Franzin acredita que a comunicação é “indispensável para garantir legitimidade, que é um processo que vai sendo construído continuamente”.


O jornalista também destacou a importância de as entidades buscarem inserção na mídia não sindical, por meio da divulgação de fatos relevantes ou publicação de artigos.  Deve ser priorizada ainda a comunicação em rede, que ganha cada vez mais adeptos, especialmente entre o público mais jovem.


Em quaisquer meios e formas adotados, enfatizou Frazin, é preciso ser eficaz para obter resultado: “a boa comunicação gera ação, estimula os profissionais a serem mais ativos”.

Rita Casaro/Comunicação CNTU

Leia cobertura completa do III Curso de Formação Sindical da CNTU


A COMUNICAÇÃO DOS TRABALHADORES, por João Franzin
A comunicação dos trabalhadores tem a idade das suas próprias organizações. Em regra, essa comunicação tem sido vertical, ou seja, voltada para as próprias bases representadas. As novas tecnologias e as redes sociais possibilitam mudar esse paradigma. Sem deixar de se comunicar com a base, a entidade pode, agora, falar com outras entidades e com o mundo.

Comunicação necessária
É crescente a necessidade de entidades, governos e organizações
se comunicarem - com a base, o público-alvo e a sociedade. Necessária também a intercomunicação, uma vez que, para haver boa comunicação com o mundo, é preciso primeiro que ela exista entre nós.

Comunicação regular
A comunicação das entidades segue padrões. Um deles é a regularidade ou periodicidade. Esse padrão consolida a credibilidade do veículo.

Comunicação e legitimidade
A comunicação necessária, regular e adequadamente feita, ajuda a firmar e consolidar a legitimidade das entidades e até de governos (governo mudo se desgasta e perde apoio). A interatividade fortalece esse papel da comunicação. Falar, ouvir, dialogar – é o tripé.

Comunicação e forma
Os materiais e veículos devem ser atraentes e interessantes, visual e graficamente. O simples deve prevalecer, contudo. Objetividade, clareza e concisão são fundamentais para a efetividade da comunicação.

Comunicação e conteúdo
Tão importante quanto a forma ou o meio é o conteúdo da comunicação.
Os temas devem ser: a) oportunos; b) interessantes/atraentes; c) estimuladores de iniciativas e decisões (“A boa comunicação gera ação”).

Comunicação e agilidade
Comunicação tem “timing”. Deve ser ágil, portanto, pois o ciclo da notícia é breve. Um fato novo vem, rapidamente, e supera o antigo.

Profissionalização - equipe e equipamento
A comunicação será sempre melhor se feita em padrões profissionais. Portanto, por gente tecnicamente habilitada e, melhor ainda, sintonizada com a causa sindical. O bom resultado do trabalho desses profi ssionais depende, também, de equipamentos – ou seja, micros, softwares, câmeras, filmadoras e boas instalações.

A rede suplanta o veículo
Não basta mais fazer o material impresso. Ele deve ser compartilhado/adaptado para as redes: site; vídeo; facebook; twitter; rádio e TV web; blog etc.

O profissional/dirigente enquanto fonte de informação
Médicos, engenheiros, engenheiros, advogados e outros de perfi liberal são fonte constante para jornalistas. Para tanto, a fonte precisa: a) estar bem informada;
b) saber como falar com cada veículo; c) saber indicar outros meios e fontes. Artigo - Profissionais, e dirigentes, com esse perfil costumam publicar artigos em jornais, revistas, sites etc. O profissional de comunicação pode colaborar na redação, a fim de dar o padrão (número de linhas, enfoque etc.) adequado a cada veículo.

Fontes de informação
Estar bem informado ajuda nas tarefas sindicais. Fontes básicas de consulta: sites  da Confederação e filiados; Conselhos profi ssionais; Ministério do Trabalho e Previdência; Centrais Sindicais; Diap; IBGE; Ipea; Dieese; partidos; Congresso em Foco; Câmara dos Deputados; Senado; parlamentares mais afinados com as categorias ou o mundo do trabalho. Outros sites e blogs: Uol; Estadão, O Globo; Carta Capital; Brasil247; Luiz Nassif, Noblat; Diário do Centro do Mundo; e Luiz Nassif.

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